terça-feira, 22 de novembro de 2011

O Inicio da minha revolução pessoal!!!

Tenho passado por uma fase diferente de amadurecimento que pensei que jamais existiria em mim. Sempre pensamos que só acontece com os outros… mas não é bem assim. Para mim eu já estava perfeitamente crescida, pronta pra correr mundo e acabei descobrindo que ainda sou só uma menina que por vezes tem impulsos e atitudes não tão maduras como imaginava ter. E odeio admitir o quanto algumas pessoas que me diziam isso o tempo todo estavam certas.

Sempre fui tão convicta em meus pontos de vista absolutos que seria capaz de morrer por cada um deles caso fosse preciso, e de repente, nada disso fez sentido algum pra mim.



 Sempre tive frases armadas e respostas na ponta da língua, pronta para me defender do mundo e bastou um choque, um simples auto-questionamento para que tudo o que sempre disse acreditar parecesse tão idiota...

Foi o que aconteceu comigo nos últimos dias, comecei a analisar tudo o que vivi e, não apenas com as pessoas com quem interagi mas, principalmente, frente a minhas próprias verdades. Estive mais pensando que escrevendo, caminhando introspectiva, revendo passos, me sentindo horas esperta e horas tola nas lembranças de minha modesta estrada de 18 anos, mas com uma angústia no peito que não sabia de onde vinha nem como me atingia, só sabia que estava ali. Será que isso é crescer? Será que amadurecer vai ser sempre tão doloroso assim?




Não consigo mais ver graça em defender verdades determinadas e cada vez mais tenho vontade de viver e de descobrir o quanto há por aí nessas estradas. 
E, se por um lado percebi que há coisas muito maiores e maravilhosas existentes fora dessa casinha que criei com o tempo e da qual durante um bom período me recusei tanto a sair, por outro sinto muita falta de toda certeza que tinha, das respostas para tudo em minha vida. 
Sei que não tenho e, pior ainda, hoje sei que nunca tive, mas eu sinto falta do conforto que isso me trazia.


É claro que ainda tenho minhas opiniões e meus pontos de vista, coisas em que acredito e que exponho com todo fervor, só que apesar da maneira que analiso de maneira crítica o mundo e as pessoas ser uma das coisas que me mantém viva hoje sinto que ter essa postura não é a coisa mais importante pra mim.


 A coisa mais importante é ficar bem comigo. Sem isso não consigo fazer nada, falar sobre nada nem crescer como tanto almejo.
Tive uma educação familiar diferente? Sim, tive sim, mas, diferente de poucos dias atrás, não mais os culpo pois hoje sinto que também não faziam idéia de como o mundo é gigante fora de seu dia-a-dia e de como essa imensidão assusta. Ou faziam e apenas preferiam viver em seu mundo. Opção deles. 



Só que hoje sei que não posso pensar em revolução social se não tiver minha revolução pessoal


E nunca pensei que existissem tantas opções fora dessa educação que tive, e que encarar todo esse oceano de informações e alternativas fosse colocar em dúvida cada discurso em que me agarrei desde a adolescência.




Estou tropeçando em minha língua? Estou sim. Mas se isso for o que preciso fazer para crescer como pessoa que assim seja. 


Vergonha não é não ter conhecimento ou vivência mas perceber isso e não querer mudar essa realidade. E essa é apenas a primeira de muitas das realidades que desejo mudar a cada dia em minha vida. 




Tenho sede de crescer, de melhorar, de conhecer. Esse é o combustível de minha revolução pessoal. E do qual pretendo me alimentar dia após dia.

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